Tecnologia · 1 min read · Feb 15, 2026

Apple em apuros por não enviar carregador com iPhone

A Apple parou de incluir um carregador na caixa de todos os seus modelos atuais de iPhone à venda. A empresa anunciou a mudança em seu evento do iPhone em outubro. No evento, a empresa lançou o iPhone 12, o iPhone 12 Mini, o iPhone 12 Pro e o iPhone 12 Pro Max.

A agência de proteção ao consumidor do estado Procon-SP de São Paulo pediu à Apple que forneça um carregador a todos os clientes que o solicitarem. A Apple não envia o carregador na caixa dos iPhones em nenhum lugar do mundo.

iPhone 12 com um carregador

Respostas insatisfatórias da Apple

O Procon SP questionou a Apple sobre a intenção por trás da remoção do carregador da caixa dos iPhones. A Apple, é claro, respondeu dizendo que ao não incluir o carregador na caixa ajudará a reduzir as “emissões de carbono” que os eletrônicos produzem. No entanto, a agência não está satisfeita com a justificativa da Apple para remover o carregador da caixa.

iPhone 11

Procon SP afirmou que as razões da Apple para remover o carregador da caixa não satisfazem a agência de proteção ao consumidor. Desde então, a agência declarou em seu comunicado à imprensa que o carregador é “uma parte essencial” dos telefones (iPhone, neste caso). A agência acrescentou que a empresa com sede em Cupertino está “violando” o Código de Defesa do Consumidor Brasileiro ao não incluir o carregador no envio do iPhone.

A agência de proteção ao consumidor brasileira também acrescentou que a Apple não menciona claramente que o carregador não está incluído na caixa em nenhuma de suas campanhas de marketing. Respostas insatisfatórias da empresa com sede em Cupertino em relação à justificativa de sua mudança, supostamente, não “demonstram suficientemente” os benefícios ambientais.

A Apple também está em apuros na França por não incluir fones de ouvido na caixa. A empresa foi forçada por lei a incluir seus fones de ouvido com fio Earpods na caixa de todos os seus iPhones. No Brasil, o caso dos carregadores está limitado apenas a São Paulo no momento, no entanto, o Secretário Nacional do Consumidor está supostamente analisando torná-lo uma questão federal também.

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